A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Numerata, destinada a apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e delitos eleitorais envolvendo movimentações financeiras realizadas em Sorocaba, no interior de São Paulo.
Por determinação do 15º Juízo das Garantias do Núcleo VII da Justiça Eleitoral de São Paulo, agentes federais cumpriram três mandados de busca e apreensão, todos no município de Sorocaba.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação teve início depois que mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro identificaram sucessivas movimentações de valores expressivos em espécie, realizadas de maneira reiterada.
As apurações indicam, até o momento, que um dos investigados efetuava saques e provisionamentos de grandes quantias em dinheiro. Posteriormente, os recursos teriam sido retirados por pessoas relacionadas à administração financeira de uma entidade sediada em Sorocaba.
R$ 1 milhão em espécie no período eleitoral
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores envolve movimentações registradas durante o período eleitoral de 2026. Conforme a Polícia Federal, os fatos mais recentes analisados apontaram provisionamentos de saques que, somados, chegaram a R$ 1 milhão em espécie.
Agora, a investigação busca identificar com maior precisão a origem dos recursos, o caminho percorrido pelo dinheiro e sua destinação final, além de verificar se os valores eventualmente tiveram alguma utilização incompatível com as regras previstas na legislação eleitoral.
Durante as buscas, a Polícia Federal procura documentos, computadores, celulares e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento das operações financeiras investigadas.
A corporação também pretende verificar eventual descumprimento das normas de prevenção à lavagem de dinheiro e se parte dos recursos pode ter sido utilizada de maneira irregular durante o processo eleitoral.
A Operação Numerata segue em andamento, e a Polícia Federal não divulgou, até o momento, a identidade dos investigados. As suspeitas apuradas ainda deverão ser submetidas à análise das autoridades competentes, e a realização das buscas não representa, por si só, comprovação de crime.