Polícia Federal realiza operação que apura supostas irregularidades financeiras ligadas ao Banco Digimais

tribunadatarde
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, uma ação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal de diversos investigados, incluindo o empresário e líder religioso Edir Macedo.

Ao todo, a decisão judicial alcança 18 pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso. Além disso, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados no estado de São Paulo. Segundo informações da PF, Edir Macedo não foi alvo de mandados presenciais por residir atualmente fora do Brasil.

As investigações apontam que os envolvidos teriam adotado práticas destinadas a mascarar a real situação financeira da instituição bancária. De acordo com a Polícia Federal, documentos contábeis e informações regulatórias teriam sido manipulados para apresentar ao mercado e aos órgãos fiscalizadores um cenário econômico diferente da realidade da empresa.

Os investigadores suspeitam que as supostas irregularidades tinham como finalidade manter uma aparência de estabilidade financeira da instituição, permitindo a realização de operações que, em tese, não estariam de acordo com as normas do sistema financeiro nacional.

A Justiça também autorizou medidas patrimoniais contra os investigados. Entre elas estão o bloqueio e o sequestro de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 670 milhões. Conforme a Polícia Federal, o montante corresponde ao valor estimado dos benefícios financeiros obtidos por meio das supostas práticas ilícitas investigadas.

Os fatos apurados poderão resultar na responsabilização dos investigados por crimes previstos na legislação financeira brasileira, incluindo gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em registros contábeis e realização de operações de crédito em desacordo com as normas legais.

A Operação Miragem segue em andamento, e a Polícia Federal informou que novas diligências poderão ser realizadas à medida que as investigações avancem. Os citados terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o curso do processo.

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