
O estado do Rio de Janeiro registrou 922 fuzis apreendidos em 2025, contra 493 em 2018. Enquanto o recolhimento dessas armas aumentou cerca de 87%, as apreensões de munições de fuzil passaram de 59.331 para 39.838 unidades — uma queda de aproximadamente 33%. Os dados integram um levantamento do Instituto Sou da Paz, elaborado com informações do Instituto de Segurança Pública (ISP).
O contraste chama a atenção para um dos desafios do enfrentamento ao crime organizado: identificar e interromper as redes que garantem a reposição de munições. Especialistas ouvidos pela reportagem defendem o aprofundamento das investigações sobre fornecedores, locais de armazenamento e rotas utilizadas no transporte desse material.
A avaliação é que a retirada de armas de circulação precisa ser acompanhada de ações capazes de atingir a estrutura de abastecimento das organizações criminosas. Isso inclui rastreamento de cargas, identificação dos responsáveis pelo fornecimento e integração entre os órgãos de segurança.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que, considerando os dados de suas próprias operações, a relação entre as apreensões de fuzis e de munições permanece estável. A manifestação se refere ao recorte operacional da corporação, enquanto o levantamento apresentado utiliza os registros estaduais do ISP.



