A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta última quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Lamaçal para apurar possíveis desvios de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) destinados ao município de Lajeado durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Entre os alvos da operação está o ex-prefeito da cidade, Marcelo Caumo, que foi preso preventivamente. Além dele, dois investigados tiveram o afastamento cautelar de suas funções públicas, por determinação judicial. Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.
Segundo a PF, as investigações apontam indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais repassados para ações emergenciais de assistência social, em meio ao cenário de calamidade provocado pelas enchentes históricas que afetaram dezenas de municípios gaúchos. O dinheiro tinha como finalidade atender famílias desalojadas, fornecer itens de primeira necessidade e estruturar serviços temporários de acolhimento.
Esta é a segunda etapa da Operação Lamaçal, iniciada em novembro de 2025. Na primeira fase, os investigadores reuniram documentos e depoimentos que, de acordo com a corporação, reforçaram a hipótese de direcionamento de licitações e possível favorecimento de empresas contratadas para prestar serviços durante a crise.
A PF apura se houve fraude em processos licitatórios, superfaturamento de contratos e desvio de finalidade na utilização das verbas do FNAS. Caso confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, fraude à licitação e organização criminosa.
As ordens judiciais, expedidas pela Justiça Federal, incluem mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares diversas da prisão. O material recolhido será analisado para aprofundar as investigações e identificar eventuais novos envolvidos.
A defesa do ex-prefeito ainda não se manifestou sobre a prisão até a última atualização desta reportagem.