MC Poze do Rodo é preso em operação da Polícia Federal contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro

tribunadatarde
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O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal. Ele é um dos alvos da Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais.

Além dele, o também cantor MC Ryan SP foi detido. A prisão ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista. Outros influenciadores digitais também foram alvo da operação.

Agentes federais cumpriram o mandado contra Poze nas primeiras horas do dia, em sua residência localizada em um condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro — local onde, no mês anterior, o artista havia sido vítima de assalto.

Em nota, a defesa do cantor informou que não teve acesso prévio ao conteúdo do mandado de prisão. Segundo os advogados, após a análise dos autos, serão adotadas as medidas legais cabíveis para garantir a liberdade do artista e prestar esclarecimentos à Justiça.

Operação Narcofluxo

A Operação Narcofluxo conta com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e mobiliza cerca de 200 policiais federais no cumprimento de 90 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

As decisões foram expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos e estão sendo executadas em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem ilícita dos recursos, incluindo movimentações financeiras de grande volume, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptoativos.

Durante a ação, foram apreendidos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foi determinado o bloqueio de bens ligados aos investigados.

As apurações seguem em andamento. Os suspeitos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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