
O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, teve a prisão determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo, 25 de outubro, após denúncias de retenção de ônibus e redução da frota do transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O secretário está em Paris, na França, onde participa de uma viagem oficial.
A determinação foi assinada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, que ordenou à Polícia Federal a prisão imediata do secretário diante de indícios de irregularidades na operação do transporte coletivo da capital baiana.
A decisão ocorreu após uma representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que denunciou uma redução superior a 50% na circulação de ônibus em comparação aos dias úteis. A situação provocou reclamações de passageiros e dificuldades para eleitores chegarem aos locais de votação.Durante uma fiscalização, a Justiça Eleitoral identificou veículos parados em garagens. Segundo informações registradas na decisão, um supervisor do sistema BRT relatou que a redução da frota seguia orientações da Secretaria Municipal de Mobilidade.
Secretário está fora do país
Pablo Souza, integrante da administração do prefeito Bruno Reis (União Brasil), encontra-se em Paris. Segundo informações confirmadas pela Secretaria de Comunicação de Salvador à revista Exame, o secretário viajou a convite do governo francês e tem retorno previsto ao Brasil nesta segunda-feira (26), quando deverá se apresentar às autoridades.
Embora o relato inicial divulgado pelo portal Política ao Vivo mencione o acionamento da Interpol, essa informação ainda não foi confirmada pelas demais fontes consultadas. Também não há confirmação de eventual procedimento de deportação.
Justiça determina liberação de toda a frotaAlém da ordem de prisão, o TRE-BA determinou que a Prefeitura de Salvador e as concessionárias de transporte público restabeleçam integralmente a circulação dos ônibus, mantendo frequência e itinerários equivalentes aos praticados em dias úteis.
A decisão também estabelece gratuidade no transporte e multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, com o objetivo de assegurar o deslocamento dos eleitores e evitar prejuízos ao exercício do voto.
Em sua manifestação, o prefeito Bruno Reis atribuiu parte da paralisação à colocação de adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus por sindicalistas, circunstância que, segundo ele, teria provocado o recolhimento dos veículos.
A Secretaria Municipal de Mobilidade informou que determinou a liberação de todos os coletivos e que trabalhava para normalizar o funcionamento do sistema.
O episódio intensifica as discussões sobre o cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral e a garantia do direito de voto. A Procuradoria Regional Eleitoral também deverá apurar as circunstâncias da redução da frota e eventuais responsabilidades.Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação de cumprimento da ordem de prisão contra Pablo Souza.



