Ação integrada das forças de segurança prendeu, na manhã desta quinta-feira (26), o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho e chefe de uma organização criminosa especializada na produção e distribuição de cigarros falsificados no estado do Rio de Janeiro. Ele era considerado um dos criminosos mais procurados do país.
A prisão ocorreu em uma casa de alto padrão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A ação foi resultado de levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidos no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e contou com o apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo as investigações, a organização criminosa é armada e possui atuação transnacional, sendo especializada no comércio ilegal de cigarros. O grupo utilizava o domínio territorial e a imposição de violência e medo para manter o controle das áreas de atuação e ampliar os lucros do esquema ilícito.
Durante a operação, agentes apreenderam um carro de luxo na residência onde o contraventor foi localizado. Contra Adilsinho havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, além de outro pela Justiça Estadual por homicídios.
Em um dos inquéritos, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, executado a tiros em outubro de 2022, em um posto de combustíveis no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Após a prisão, o contraventor foi transportado de helicóptero até a Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da capital, e seguiu em comboio para a Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio. Posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.
Para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a ação representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado. “Essa é uma prisão de grande relevância no combate ao crime organizado. A atuação integrada da Polícia Civil e da Polícia Federal, com uso intensivo de inteligência e tecnologia, demonstra a eficiência da cooperação entre as forças de segurança”, afirmou.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou a importância da integração entre os órgãos. “Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da FICCO, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado”, declarou.



