PF apreende R$ 2,5 milhões em espécie e investigação alcança candidatos no Pará

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Dinheiro teria origem em desvio de recursos públicos e seria destinado ao financiamento irregular de campanha eleitoral; dois políticos deverão ser investigados

A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas nesta quarta-feira (16), em Belém, no Pará, após a retirada de R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo de uma agência bancária da capital paraense. O montante foi apreendido e passou a integrar uma investigação envolvendo suspeitas de desvio de recursos públicos e irregularidades eleitorais.

Segundo a Polícia Federal, a apuração indica que os recursos teriam origem no desvio de dinheiro público e seriam utilizados para o financiamento irregular de campanha eleitoral. A investigação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), principalmente na análise da origem e da rastreabilidade dos valores.

Reportagens publicadas nesta quarta-feira apontam que a investigação também deverá alcançar dois candidatos nas eleições de 2026. Um deles exerce atualmente o cargo de vereador e disputa uma vaga de deputado estadual. O segundo é deputado estadual e concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nenhum dos dois políticos foi preso na ação.

As identidades dos candidatos não haviam sido divulgadas oficialmente pela Polícia Federal até a publicação das informações consultadas. Por isso, a eventual participação dos políticos deverá ser determinada ao longo da investigação, com base na análise dos documentos, movimentações financeiras e demais elementos recolhidos pelos investigadores.

Arma e outros materiais foram apreendidos

Além dos R$ 2,5 milhões em espécie, agentes federais apreenderam uma arma de fogo e outros materiais que serão encaminhados para análise. O dinheiro teria sido localizado dentro de uma caixa de papelão transportada em um veículo blindado.

A apreensão de uma quantia elevada em espécie em pleno período eleitoral amplia o foco das autoridades sobre a origem e o destino do dinheiro. A Polícia Federal deverá buscar identificar quem determinou o saque, quem seriam os destinatários finais dos recursos e qual seria a eventual utilização do montante durante a campanha.

Suspeita de crimes eleitorais e contra a administração pública

Os dois presos foram colocados à disposição da Justiça Eleitoral do Pará. Segundo a Polícia Federal, eles poderão responder, de acordo com a participação individual apurada, por crimes como lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o avanço das investigações.

A investigação permanece em andamento. Até o momento, não houve conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos candidatos mencionados nas reportagens, e a existência de investigação não representa, por si só, comprovação de prática criminosa.

O caso deverá ganhar novos desdobramentos à medida que a Polícia Federal e a CGU avancem no rastreamento da origem dos recursos e das pessoas ligadas à movimentação dos R$ 2,5 milhões apreendidos em Belém.

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