Celular apreendido em operação da PF amplia foco de investigação e gera repercussão nos bastidores políticos da Bahia

tribunadatarde
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Empresário ligado a figuras influentes da política e do Judiciário baiano passa a ser peça-chave em apuração sobre suposto esquema de favorecimento ao Banco Master

A apreensão do telefone celular do publicitário Guilherme Sodré, conhecido no meio político como “Guiga”, durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, ampliou o alcance das investigações e provocou forte movimentação nos bastidores da política baiana.

Considerado uma figura de influência em círculos empresariais e políticos, Sodré mantém vínculos familiares com importantes nomes da administração pública estadual. Ele é pai de Eduardo Sodré, atual secretário de Meio Ambiente da Bahia, além de integrar, por laços familiares, o entorno do senador Jaques Wagner (PT-BA). O empresário também é casado com uma desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia.

Fontes ligadas ao caso apontam que a análise do conteúdo armazenado no aparelho celular é vista como uma das etapas mais relevantes da investigação. A expectativa é que os dados possam esclarecer contatos, articulações e possíveis conexões envolvendo agentes públicos, empresários e representantes do setor financeiro.

De acordo com a Polícia Federal, Guilherme Sodré é investigado por supostamente atuar como intermediário em negociações relacionadas aos interesses do Banco Master junto a pessoas próximas ao senador Jaques Wagner. Os investigadores apuram indícios de práticas que poderiam configurar lobby irregular e eventual concessão de vantagens indevidas.

Com o avanço das diligências e a quebra de sigilos autorizada pela Justiça, a expectativa é de que novas informações venham à tona, permitindo aos investigadores aprofundar a compreensão sobre a dinâmica das relações que estão sob análise.

O caso segue em apuração e, até o momento, não há condenações ou decisões definitivas envolvendo os investigados. Em manifestação pública, o senador Jaques Wagner negou qualquer irregularidade, afirmando que jamais praticou tráfico de influência, recebeu benefícios indevidos ou participou de ações contrárias à legislação.

A Operação Compliance Zero continua em andamento, e a Polícia Federal trabalha para reunir elementos que possam esclarecer a participação dos envolvidos e a eventual existência de uma estrutura voltada à defesa de interesses privados junto a agentes públicos.

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