Com os olhos voltados para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Macaé já vive um clima de pré-campanha. Até o momento, ao menos oito pré-candidatos despontam na disputa por uma cadeira no parlamento estadual, número que ainda pode crescer até 15 de agosto, data limite para o registro oficial das candidaturas, conforme prevê a Lei nº 9.504/1997, da Justiça Eleitoral.
Entre os nomes já colocados, está o deputado estadual Chico Machado, político experiente que buscará o terceiro mandato consecutivo. Com base eleitoral consolidada em Macaé e em outras regiões do estado, Chico aposta no histórico político, no carisma e em obras de visibilidade, como a duplicação da Ponte da Barra.
Outro nome de peso é o do vereador Cesinha, ex-presidente da Câmara Municipal e o vereador mais votado da história política de Macaé. Com forte capital eleitoral local, Cesinha já iniciou agendas pelo interior do estado em busca de apoio político e fortalecimento do nome.
Também integra a lista o ex-vice-prefeito Danilo Funke, que conta com o apoio de seu padrinho político, o atual prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes. Funke vem costurando alianças fora do município na tentativa de ampliar sua projeção estadual.
O atual presidente da Câmara Municipal, vereador Alan Mansur, surge como outro pré-candidato competitivo. Ele conta com a chamada “máquina” do Legislativo municipal e também tem intensificado viagens para articulações políticas em outras cidades.
No Executivo municipal, dois secretários aparecem no radar. A ex-vereadora e atual secretária de Ensino Superior, Iza Vicente, e o secretário de Saúde, Dr. Lucas, que possui negócios na área da saúde em diferentes municípios do estado e deve usar essa rede de contatos como trunfo eleitoral.
Completam a lista o empresário Arnaldo Baltazar e o delegado de Polícia Civil Ruchester Marreiros, professor universitário que desponta como nome novo no cenário político do Norte Fluminense e tem ampliado sua presença em agendas regionais.
Apesar do cenário movimentado, o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, que obteve mais de 85% dos votos na última eleição municipal, ainda não sinalizou oficialmente qual pré-candidato deverá receber seu apoio para a disputa estadual — um fator que pode alterar significativamente o equilíbrio de forças.
Com tantos nomes competitivos, há uma tendência clara de pulverização do voto macaense, o que pode dificultar a eleição de representantes exclusivamente ligados à cidade. Entre os pré-candidatos com chances destacam-se Chico Machado, Cesinha e Dr. Lucas que já demonstram maior articulação e movimentação política.
Ainda é cedo para prever quem conseguirá representar Macaé na ALERJ — ou mesmo se a cidade terá força para eleger uma segunda cadeira. O que já se sabe é que, diante de um cenário fragmentado, o eleitor macaense terá papel decisivo e precisará avaliar com cuidado quem, de fato, terá condições e compromisso para defender os interesses do município no parlamento estadual.
Por Marcos Soares – Jornalista – Analista Político